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Em alguns países mais desenvolvidos, o idoso é um símbolo de sabedoria e é tratado como um rei, pois só ele é capaz de transmitir conhecimento adquirido aos mais jovens
27/03/2012

Eu sou você, amanhã!

Lembram-se da propaganda de vodka dos anos 80, onde uma pessoa se deparava com ela mesma, no futuro, e “ela” do futuro dizia “Sabe quem eu sou? Eu sou você, amanhã!”?

Pois bem, essa frase, que é muito usada por quem viveu essa época, como eu, reflete o que acontece com os jovens por não entenderem, por questões culturais ou simplesmente por falta de informação, que nós hoje somos fortes, cheios de vigor, enfim, na “flor da idade” como dizem, e nem sequer pensamos como será a nossa vida após os 60.

A questão aqui não está no fato de sabermos que vamos morrer um dia, mas como vamos viver durante a nossa trajetória curta aqui no planeta. Gostaria de enfocar aqui a relação entre os jovens e os idosos, que muitas vezes é desgastada, ou por falta de paciência, respeito e visão de futuro, ou pela “cegueira” e insensibilidade que a vida moderna às vezes nos impõe.

O lado cômico disso é que o tempo passa tão rapidamente que, quando vamos ver, já estamos na terceira idade. E logo nos vêm à cabeça essas reflexões sobre o que somos, o nosso papel e porque o ser humano é um dos animais que renegam a própria natureza e é capaz de tratar o seu semelhante idoso com desdém e desinteresse.

Em alguns países mais desenvolvidos, isso ocorre ao contrário. O idoso é um símbolo de sabedoria e é tratado como um “rei”, pois só ele, idoso, é capaz de transmitir conhecimento adquirido aos mais jovens.

Aqui no Brasil o idoso é tratado como um “estorvo”, desde a relação familiar, a comunidade e principalmente pelo Estado, que recolhe impostos do cidadão por toda uma vida e, depois, lhe devolve muito pouco na sua aposentadoria, sem falar na assistência de saúde e outras coisas importantes como direito ao lazer, moradia digna, e por aí vai.

Por isso tudo é que a frase “Eu sou você, amanhã!” é pertinente e deve sempre ser lembrada, pois a nossa passagem aqui na Terra é muito rápida, frágil e cheia de surpresas.

Fonte: Por: Fabio Balbino