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Informativo
23/07/2019

Solidariedade além da vida

Paraná mais uma vez se destaca nas estatísticas de doação de órgãos

Todos os anos a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (Abto) faz quatro levantamentos ao longo de doze meses, buscando dados com relação à doação de órgãos no Brasil. Desde 2017 o Paraná manteve-se em segundo lugar como estado com o maior número de doadores, Além de ocupar também o segundo lugar com maior numero de transplantes realizados. No Paraná, apenas em 2019, foram registrados aproximadamente 382 doadores– potenciais e efetivos – dos 3.596 registrados por todo território brasileiro.

Entretanto os números não são considerados satisfatórios em comparação aos 33 mil pacientes na lista de espera em todo Brasil. Infelizmente, uma vultosa parcela da população brasileira não aceita a doação como uma opção viável. Doadores efetivos são vítimas de morte encefálica, causa que traz prejuízo à outros órgãos, mas muitas famílias não possuem conhecimento sobre este tipo de caso médico e, portanto negam a doação acreditando que o parente ou conhecido está apenas em coma.

A falta de conhecimento com relação à diferença entre morte encefálica e estado de coma se mostra um dos motivos principais para o desequilíbrio da quantidade de doadores com relação ao número de pacientes na lista de espera. Campanhas de doação feitas em apoio às causas muitas vezes negligenciam a importância de explanar o assunto em favor de apenas incentivar a boa ação.

Outra razão por trás do baixo número de doadores está relacionada à ausência de conscientização em regiões mais indigentes. Para muitos que fazem parte de regiões como estas, ações solidárias como a doação de órgãos é desconhecida como possibilidade devido à falta de informações.

É necessário esclarecer para a população os mitos populares que se apresentam como empecilhos pra a compreensão clara da ação de doar órgãos. Mais além, é necessária a paciência dos profissionais ao conversar com as famílias dos possíveis doadores, procurando sempre explicar a situação completa, porém cuidadosamente, com o objetivo de leva-los a entender que a perda pode se tornar um ato de solidariedade.

Fonte: Assessoria de imprensa