Apesar de apresentar ameaça independente da faixa etária, sarcopenia é muito mais comum em idosos, principalmente aqueles sedentários.
Os ponteiros do relógio na parede apontam para o número cinco, já é final da tarde e está na hora de começar a preparar o jantar. Uma senhora se levanta do sofá confortável que decora sua sala de estar, parando momentaneamente durante a ação quando sente suas pernas fraquejarem. Decidindo ignorar a hesitação de seu corpo, dirigir-se a cozinha e põe-se a encher a panela, mas suas mãos tremem ao segurar o recipiente agora cheio de água. Estranhamente a mulher se sente cansada, mesmo tendo passado o dia inteiro em casa e as duas últimas horas tirando uma soneca.
Se um médico estivesse presente no local ou fosse questionado sobre a constante fraqueza que uma pessoa já de idade sente diariamente, seu diagnostico seria muito provavelmente sarcopenia. Isto é, a falta de força devido à perda significativa de massa muscular. Este detrimento é normal ao atingirmos certa idade, aliás, depois dos 65 anos é comprovado que podemos perder até 1% de massa muscular.
É exatamente este tipo de doença que os exercícios físicos ajudam a evitar ou, pelo menos auxiliam a retardar. Malhar ou submeter-se a atividades aeróbicas como jump ou zumba, são maneiras de fortalecer a musculatura esquelética.
Conforme o tempo passa, a expectativa de vida cresce, não somente no Brasil, mas também ao redor do mundo. Como consequência a população idosa cresce e males como a sarcopenia tornam-se relevantes. Entretanto, como já foi mencionado há modos de preveni-las.
Mas se é possível evitar essas doenças, por que muitas pessoas ainda sofrem com elas?
Veja. Se um adolescente cujos hormônios e energia estão supostamente em seu ápice, já tem dificuldade de estabelecer uma rotina de exercícios físicos, um adulto com um sistema estável e cansado terá uma relutância ainda maior de desenvolver um ritmo de vida mais ativo. Porém a falta de vontade está longe de ser o único fator por trás do sedentarismo.
A Universidade estadual de Maringá, juntamente com a Universidade estadual de Campinas, realizou uma pesquisa sobre as Academias da Terceira Idade e constatou que existem alguns fatores primários que impedem os idosos de se ajustarem a um cotidiano ativo. No levantamento feito constatou-se que dentre 900 pessoas entrevistadas 73% tem medo de sofrer lesões, 82% sentem que lhes falta habilidade, 47% culpam o clima ruim – seja por estar muito quente ou muito frio, 78% culpam as limitações físicas que possam ter, 70% contam que tarefas domesticas ocupam muito tempo, entre outros muitos motivos que foram mencionados.
De qualquer forma, há empecilhos de sobra, mas o número de razoes para realizar o pequeno sacrifício de sair de casa por pelo menos 30 minutos é tão grande quanto. É sempre importante manter em mente que para poder levar uma vida adequada e evitar uma longevidade enferma, a rotina ativa é necessária.
Fonte: Assessoria de Imprensa