Pesquisa mostra que metade da população idosa urbana sofre de analfabetismo funcional.
É um fato comprovado que o ser humano precisa viver em comunidade, necessita das interações para manter a saúde mental e emocional. Mas há fatores que determinam o grau que essas interações podem atingir. Um indivíduo com incapacidade física, seja ela qual for, tem dificuldades de se integrar. Mas o fator físico não é a única barreira que se interpõe entre as pessoas. Toda e qualquer incapacidade mental, até a mais simples pode ser uma barreira. Inclusive o analfabetismo.
Foi determinado através de uma pesquisa, feita pelo Serviço Social da Indústria e Comércio (Sesc), que 49% da população que está acima de 60 anos é identificada com analfabeta funcional. Isto quer dizer que quase metade dos idosos brasileiros são capazes de compreender apenas frases e números simples. Porem, se lhes for requisitado ler um pequeno texto ou solucionar uma conta matemática simples como 3x13, a maioria terá dificuldades.
O resultado desta analise traz a tona discussões que questionam tanto o funcionamento da comunidade quanto a competência da educação no país. Ser analfabeto significa não somente ser submetido a uma qualidade de vida medíocre, mas também tornar-se um estigma.
O levantamento feito pelo Sesc em parceria com a Fundação Perseu Abramo aponta que 69% dos entrevistados se informa pela televisão. A porcentagem de idosos analfabetos provavelmente se encaixa neste número o que nos leva a concluir que grande parte daqueles que já chegaram a terceira-idade tem acesso a uma única fonte de informação. A falta de acesso a conhecimento do dia a dia exclui os indivíduos ainda mais da comunidade.
Fonte: Assessoria de Imprensa