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15/03/2019

Cuidador: profissão necessária, mas não remunerada

Cuidador é uma profissão que tem ganhado destaque, mas a realidade é de uma profissão não oficial e sem salário.

Chegar ao ponto em que as taxas de morte começam a decrescer é o objetivo de todos os países, pois é sinal de boa qualidade de vida. Mas se olharmos além do lado positivo, enxergamos certas consequências que talvez não tenham sido consideradas antes.

Longevidade significa um grupo populacional que necessita de zelo e precauções que sejam tomadas para adaptar todas as áreas da sociedade, sejam elas estruturais, jurídicas ou econômicas. E o grau de atenção que damos a estas mudanças determina os resultados no futuro.

Atualmente locais como centros de terceira-idade são instituições ignoradas pelo governo brasileiro e as privadas tem um preço muito elevado, fato que complica o acesso da população de baixa renda a este tipo serviço tão necessário. Como consequência, uma nova ocupação surgiu: a de cuidador de idosos.

É raro encontrar alguém que nunca ouviu falar deste tipo de trabalho, mesmo que só de passagem. Há cursos que formam profissionais nesta área e popularmente já é visto como uma profissão. Entretanto, uma pesquisa realizada pela SeniorLab mercado & consumo 60+ expôs a realidade por trás dos cuidadores. Apenas 5% daqueles que se identificam como tal se encaixam na categoria de profissional. Os outros 95% dos indivíduos que se apontam como cuidadores são familiares e parentes que dedicam o tempo que tem e, as vezes até mesmo que não tem, para tomar conta de seus parentes de idade avançada.

A questão é que, da porcentagem total de pessoas que se encaixam no perfil de cuidador não buscaram a profissão, mas se acharam na necessidade de assumir o papel, uma vez que o nosso país não está preparado para acolher a população idosa em massa.

De maneira nenhuma dizemos que zelar por um ente querido é um peso. Porém há muitos que não tem condições, aqueles que precisam trabalhar para sustentar a família ou cuidar de crianças e da casa. Por causa disto, investir e apoiar a ocupação de cuidador é tão importante. Em um futuro próximo ela será ainda mais necessária do que já é atualmente.

Fonte: Assessoria de Imprensa