Chegar à terceira-idade não significa perder autonomia.
'Meu pai já não tem mais idade para morar sozinho' ou 'minha avó já está muito velha para limpar a casa' são frases muito ouvidas quando o assunto envolve idosos. A ideia que, ao atingir certa idade um indivíduo automaticamente entra em uma fase mais vulnerável de sua vida, se tornou comum. E apesar dessas situações serem realidade em alguns casos, elas não passam de um estereótipo em sua maioria.
Não há nada de errado em se preocupar com seus entes queridos, mas a sociedade parece pensar que a terceira-idade significa, em todos os casos, regressão da capacidade mental. Estranhamente, muitos começam a tratar os mais velhos como se fossem crianças e isso acaba por criar estigmas em torno da velhice.
Ao contrário do que é dito, a terceira-idade não pode ser comparada com o Curioso Caso de Benjamin Button. Estamos falando de adultos crescidos e capazes, com conhecimento muito mais extenso da vida que qualquer filho e neto. Após uma determinada idade, de maneira nenhuma a saúde está em seu pico, mas não quer dizer que não há vantagens no envelhecimento.
Ao escrever seu livro 'Qualidade de vida e idade madura', Anita Liberalesso Neri, professora de psicologia na Unicamp, tratou sobre o processo de envelhecimento e não deixou de falar sobre os problemas sociais em torno do assunto. 'Não podemos subestimar a velhice, atribuindo apenas perdas... o processo de desenvolvimento é de equilíbrio entre ganhos e perdas'.
Fonte: Assessoria de Imprensa