Informativo
08/02/2012

Fundos e previdência são opções pouco citadas

Até sobra mais dinheiro na carteira do brasileiro. Os que afirmam não restar recursos depois de cobertas as despesas essenciais caíram de 21% no primeiro trimestre de 2011 para 13% no último, segundo pesquisa da consultoria Nielsen. A questão é o destino dado a ele. Apesar de estar abaixo do entretenimento e do pagamento de dívidas, a poupança até tem uma honrosa terceira posição. Já os investimentos em ações, fundos e previdência privada figuram no fim da lista.

Colocar o dinheiro excedente na poupança foi uma opção apontada por 32% dos brasileiros no quarto trimestre, em uma evolução ante os 29% do começo do ano. Já alocar os recursos em ações e fundos de investimento é considerada uma opção por somente 5% deles e a previdênciaprivada por 3%. Os índices eram superiores no primeiro trimestre, de 9% e 5% respectivamente.
'Isso mostra um nível baixo de conhecimento do consumidor em relação aos investimentos e é também um reflexo do que aconteceu com a bolsa em 2011', diz Claudio Czarnobai, analista de mercado da Nielsen, em referência à queda de 18,11% registrada pelo Ibovespa no ano passado.
As opções de investir e fazer previdência privada aparecem na escala de prioridade dos brasileiros abaixo de comprar roupas novas ou produtos com novas tecnologias. Também estão atrás de reformas e mudanças na decoração da casa, assim como viagens de férias.

A prioridade ao consumo não afeta a percepção dos brasileiros sobre as finanças pessoais. Segundo a Nielsen, 80% dos entrevistados acreditam que sua situação financeira estará excelente ou boa nos próximos doze meses. O percentual evoluiu positivamente com relação ao primeiro trimestre do ano, quando era de 56%. A América Latina fechou o ano com média de 66%.

A pesquisa da Nielsen está em linha com um relatório divulgado pelo Credit Suisse no mês passado em que os consumidores brasileiros são comparados com os de países emergentes. O capítulo dedicado ao Brasil recebeu o título 'Vivendo para o presente', em tradução livre. De acordo com o texto, 'o momento de crescimento da renda dá suporte a um nível de gasto discricionário, sem limites, como foi no ano passado. Os brasileiros tipicamente gastam, não poupam'. Segundo o estudo, apenas 7% da renda das famílias brasileiras viram poupança.

 

Fonte: previdenciaja.blogspot.com/search?updated-min=2012-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2013-01-01T00:00:00-08:00&max-results=50