Bichos de estimação ajudam a manter a saúde e a afastar a solidão
17/12/2012

De estimação

Amigos de duas ou quatro patas. Talvez seja essa a melhor definição de um animal de estimação. Quem nunca chegou cansado do trabalho e não foi recebido com animação e alegria pelo seu pet – termo em inglês para animais de estimação? Além de fazer bem para a alma e para o coração, ter um bichinho em casa pode trazer muitos benefícios para saúde de quem já passou dos 50, principalmente. Saiba a importância de ter um companheiro animal e veja alguns cuidados que todo bicho de estimação merece ter. Segundo dados do Radar Pet, iniciativa da Comissão de Animais de Companhia (Comac), 44% dos lares brasileiros possuem animais de estimação e reconhecem o papel positivo deles no seu dia-a-dia. Um bom exemplo é o da designer gráfico Nadja Cavalcanti, de 65 anos, que tem uma cadela da raça Boxer, de 10 anos. A Pandora - como é chamada - foi comprada ainda filhote, após Nadja voltar para o Rio de Janeiro, depois de passar três anos morando em Fortaleza. Ela conta que a cadelinha lhe trouxe muitos benefícios, entre eles o da companhia e da vivência. "Meus filhos já estavam criados, casados, cada um em suas casas, e comprei a cachorrinha. Com um animal de estimação você tem uma ocupação, tem alguém para se preocupar. É um ser que depende de você. Além disso, possui os benefícios espirituais e emocionais. Ela veio para somar na minha vida. Mas dá trabalho, porque tem que dar banho, limpar as sujeiras, mas mesmo assim vale a pena." A mesma opinião sobre as vantagens de se ter um pet possui a psicóloga da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Marília Castello Branco. A especialista explica que o animal de estimação é outro ser vivo que faz parte da vida da pessoa e pode representar uma companhia para ela, além de ser também um compromisso. "Pode estimular também a pessoa a ter uma vida social mais ativa. O cão, por exemplo, pode ser um incentivo para caminhar, pois tem que levá-lo para passear."- explica a psicóloga, que acrescenta: "Além de sair de casa, também aumenta a interação social. A pessoa pode fazer parte de grupos da internet que falem sobre bichos, por exemplo." Porém, existem aqueles que confundem ou substituem o contato com outras pessoas pela companhia dos animais. A especialista alerta que isso pode ser prejudicial para a vida. "Isso pode trazer um isolamento para elas. Além disso, essa reação pode parecer uma defesa de se relacionar com os outros, e a pessoa está substituindo os relacionamentos pelas relações com os animais. Ela não pode achar que os bichos são suficientes." – completa Castello Branco. Para quem quer mais alegria na vida, proporcionada por um cão ou gato, fique atento a alguns conselhos sobre seu pet dados pelo veterinário Marcel Pereira: 1 - As pessoas maduras que gostariam de adquirir um cão devem escolher um que seja mais calmo. Aqueles que estão nessa faixa etária já não possuem o pique dos mais jovens, e aí fica mais complicado levar o cachorro para passear. Já com relação a escolha de um gato, para pessoas nessa idade, não há problemas. A diferença entre um e outro está no estilo de vida da pessoa. Se ela é mais ativa, fica mais tempo fora de casa, o gato é uma opção melhor, já que é um animal mais independente. Já o cão sente mais a ausência do dono. 2 - Assim que adquirir um bichinho, a pessoa deve levá-lo ao veterinário para o profissional entender como é o estilo de vida desse animal e preparar um programa de imunização. Dependendo da rotina do animal, o profissional vai avaliar quais são as vacinas que o cão ou o gato deve tomar. Com isso, o pet vai estar protegido contra as principais doenças letais. 3 - É importante que o dono juntamente com o veterinário programem o período de avaliação do animalzinho, uma espécie de check-up. Assim, caso haja alguma doença, o veterinário já pode começar o tratamento precocemente. 4 - Já a higiene do animal vai variar de acordo com a raça. Por exemplo, o bulldog inglês, por causa das dobrinhas, precisa tomar banho com mais frequência, pois pode ter problemas de pele, como dermatite. O veterinário também vai avaliar os cuidados de higiene com o animal. No caso dos filhotinhos, o dono deve ter mais cuidado na hora do banho. Eles possuem dificuldade de manter a temperatura corporal correta e um banho gelado pode até causar uma hipotermia. O correto é dar um banho morno no animal. 5 - Os donos também devem ter cuidado ao cortar as unhas dos cães e gatos. Quando for cortá-las pela primeira vez, o proprietário do animal deve deixar o veterinário fazer isso para ele aprender como se corta. Há uma parte da unha que possui pele, podendo ser lesionada, causando sangramento e até infecção. 6 - Quem está pensando em adotar um animalzinho deve primeiro conversar com o veterinário da instituição na qual será adotado o pet e pedir orientações sobre ele. Isso porque não se sabe a origem do bichinho, o que pode trazer riscos à saúde das pessoas que terão contato com o animal. Após a adoção, a pessoa deve levá-lo ao veterinário de confiança para tomar os primeiros cuidados.

Fonte: www.maisde50.com.br