Dez conselhos para você viver mais e com mais alegria e qualidade de vida
04/12/2012

Viva mais e melhor

A Ciência está conspirando a favor daqueles que envelhecem hoje, prova disso é a expectativa de vida que não para de subir. Mas o que importa mesmo é como você quer viver e aproveitar os anos que está ganhando? As escolhas que fazemos sobre o modo como levamos a vida também influenciam bastante na nossa qualidade de vida e na nossa saúde. Tudo, desde aquilo que comemos até as amizades que cultivamos têm grande importância. E para te ajudar, preparamos uma lista com dez conselhos para viver mais e melhor.
Os avanços da medicina e das condições básicas de saúde da população fazem com que a expectativa de vida aumente cada vez mais e isso está mudando um pouco a maneira como as pessoas encaram o envelhecimento. Medir a juventude de uma pessoa através da idade cronológica está valendo cada vez menos. De acordo com a doutora em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Fátima Niemeyer da Rocha, "se medimos a nossa idade através da nossa jovialidade, do prazer que sentimos e da busca pelos nossos objetivos, não há mais limite que separa a nossa juventude da velhice. Além disso, as pessoas também estão encarando o envelhecimento de maneira completamente diferente do que faziam na época de nossos avós. Idade não representa mais limite para nada".
Para vivermos o passar dos anos de maneira positiva, alguns fatores são essenciais e devem ser cultivados. "O primeiro deles são os relacionamentos interpessoais que cultivamos, e isso vale para qualquer fase da vida. A possibilidade de termos relacionamentos prazerosos e significativos, com companheirismo, é muito importante. A formação de uma rede social de apoio e de troca afetiva é vital para qualquer pessoa, especialmente em idade mais avançada. Também deve-se destacar a prática de atividades prazerosas e, até certo ponto, produtivas. É o lance do ócio criativo onde, ao mesmo tempo em que descansa, se diverte e cria. E, por último e não menos importante, a manutenção da saúde. Cuidar do nosso corpo garante uma boa nossa qualidade de vida daqui a alguns anos", diz Fátima.
Se você já passou dos 50 e só agora começou a se preocupar em como vai ser a sua vida daqui a 10 ou 20 anos, ainda dá tempo de correr atrás e viver mais e melhor. A psicóloga afirma que "praticar ações que melhorem a qualidade de vida é mais questão de decisão do que de momento escolhido. A hora que você decidir mudar vai ser a hora certa de fazer isso. Quanto mais cedo, melhor, evidentemente, mas isso não quer dizer que já seja tarde demais. A mudança parte do desejo e o desejo só surge quando você percebe que ela será importante para você. No entanto, é importante destacar que nenhuma mudança é fácil. Ela é espinhosa, mas o fruto compensa".
Viver mais e melhor é um tema que preocupa não só a nós, mas a comunidade científica também. Diversas pesquisas já foram desenvolvidas sobre o tema. O site americano Third Age listou o que dez pesquisas científicas concluíram sobre atitudes que podemos tomar que prometem melhorar a nossa qualidade de vida no futuro.
1. Coma direito
De acordo com um estudo publicado no "International Journal of Epidemiology", fazer uma dieta rica em vegetais e proteína magra leva a uma vida mais longa e com menor incidência de doenças cardiovasculares e câncer. Por outro lado, alta quantidade de carne vermelha, carboidratos refinados, açúcares e comidas com grande quantidade de gorduras saturadas estão associados com aumento no número de mortalidade por essas doenças.
2. Coma menos
Uma pesquisa publicada na "Rejuvenation Research" afirma que quanto menos você comer conforme envelhece, mais anos adiciona à sua vida. De acordo com o estudo, se comermos 15% a menos do que comíamos com 25 anos, poderemos adicionar 4,5 anos à vida.
3. Exercite-se
Claro, ouvimos isso sempre. Um estudo publicado no "Archives of Internal Medicine" afirma que atividade física regular retarda o processo de envelhecimento. Como exemplo, o estudo indicou que correr regularmente reduz o risco de doenças cardíacas, câncer e condições neurológicas, como o Azheimer.
4. Pare de fumar
Não é tarde demais. Se você tem dificuldade de fazer isso, fale com seu médico sobre medicamentos que podem ajudar.
5. Não durma demais
Muita atenção já foi dada à falta de sono, mas um estudo publicado no "Archives of General Psychiatry" descobriu que pessoas que dormem mais do que oito horas por noite têm taxa de mortalidade significativamente maior. Também é verdade que dormir menos de quatro horas toda noite aumenta a chance de morte prematura.
6. Cultive amizades
Diversos estudos já perceberam os benefícios da vida social na saúde e na felicidade, o que inclui maior sentimento de autovalorização. Além disso, amigos são úteis em tempos difíceis, diminuem sentimentos de depressão e ansiedade e ainda podem nos encorajar a cuidar melhor da nossa própria saúde.
7. Esqueça o pessimismo
Um estudo publicado em 2002 na "Mayo Clinic Proceedings" relatou que pessoas que esperam o pior e só veem o lado negativo das coisas não vivem tanto quanto aqueles que têm uma visão mais otimista. Outras recompensas para uma atitude mais positiva? Menos problemas com o trabalho e outras atividades diárias por causa de saúde física ou emocional, menos dor, sensação de mais energia e um estado mental mais feliz e em paz. Se você não é uma pessoa positiva naturalmente, ainda pode tentar alcançar essa atitude mais positiva tentando ver eventos ruins como apenas temporários. Diga para si mesmo: nada dura para sempre.
8. Ria alto (LOL)
Um estudo publicado no "American College of Cardiology Jornal" afirma que rir aumenta o fluxo sanguíneo em mais de 20%. Tem um efeito semelhante ao de um exercício aeróbico. Outras pesquisas sugerem que a produção de células que atacam vírus e tumores aumentam ao longo da risada. Essas células são suprimidas a longo prazo se o corpo sofre estresses constantes. Mesmo se forçar uma risada, funciona, já que o nosso corpo não consegue distinguir entre uma risada falsa e forçada.
9. Acalme a raiva
Um estudo publicado no "Archives of Internal Medicine" descobriu que aqueles que foram classificados com maior nível de raiva como resposta ao estresse estavam mais sujeitos a desenvolver doenças cardíacas prematuramente em comparação àqueles que reportaram níveis de respostas "raivosas" mais baixo.
10. Arrume um bichinho de estimação
Numerosos estudos mostram que ter um animal de estimação pode ajudar você a viver mais e sentir-se mais saudável. Os benefícios englobam reduzido risco de doença cardiovascular, bem-estar físico e psicológico, reduzidos níveis de estresse e de pressão sanguínea.

Fonte: www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2_t2.asp?conteudo_id=8712