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Cirurgi�o pl�stico tira todas as d�vidas de quem pensa em passar pelo bisturi
07/08/2012

Antes da pl�stica

O relógio da vida não para nunca, disso todos já sabemos. No entanto, é possível atrasar alguns minutos ou horas dele, pelo menos no que diz respeito à aparência. A prova disso é que, de acordo com um estudo realizado pelo Datafolha a pedido da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) em 2009, 21% das mulheres que se submetem aos procedimentos estéticos têm mais de 51 anos de idade. No entanto, muitas dúvidas ainda giram em torno do assunto. Para acabar de uma vez por todas com elas, especialista diz tudo o que você precisa saber antes da plástica.

Não existe época certa para a realização da plástica. Para o ex-presidente da SBCP Regional São Paulo e membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, em inglês) Antonio Graziosi, 'a melhor época para fazer uma cirurgia plástica é aquela em que a pessoa está com a vida melhor organizada para passar pelo período de recuperação. Os pacientes tendem a escolher períodos em que o tempo de resguardo não irá atrapalhar assuntos pessoais ou profissionais. No entanto, como depois da cirurgia não se deve expor o local à luz do sol, muitos preferem fazer durante o outono e inverno'.

A mulher de 50, 60, 70 anos de hoje é muito diferente daquela do início do século. Os avanços da Ciência e da qualidade de vida delas faz com que elas queiram cada vez mais que a aparência esteja de acordo com seu espírito: jovial. 'É justamente nessa faixa etária que elas procuram mais o rejuvenescimento facial, cirurgias corporais. Face, pálpebra, implante de mama, lipoaspiração e cirurgia do abdômen são as mais pedidas. As mulheres com mais de 50 de hoje são mais preparadas, mais bonitas. Se você considerar condições de vida, então, estão mais jovens do que pessoas mais jovens', brinca Antonio.

A mulher saudável, de qualquer idade, pode fazer cirurgia plástica sem preocupação. Antonio diz que 'pode fazer até os 80, se estiver em condições clínicas adequadas para a realização da cirurgia. E os maiores limitantes são: doenças cardíacas, diabetes, problemas renais. Se não tiver nada disso, estiver com os exames em dia, com a pele bem cuidada, não há problema nenhum'. Se ainda restam dúvidas sobre cirurgia plástica, não se preocupe. O cirurgião plástico Antonio Graziosi respondeu dez questões. Veja a seguir:

1. Qual o primeiro passo quando o paciente quer fazer uma cirurgia plástica?
O primeiro passo é se informar sobre cirurgia plástica. Com médicos de confiança, amigos, ler sobre o tema, enfim, tomar referências e verificar se é credenciado ou não pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. É preciso checar o tempo de profissão do cirurgião plástico, obter informações de conhecidos que já se consultaram com ele, saber como desenvolveu a sua trajetória na profissão.

2. Como encontrar o cirurgião mais adequado ao caso? Existem cirurgiões plásticos mais preparados para algumas intervenções do que para outras?
Não existe uma formação específica na cirurgia plástica estética que prepare o cirurgião plástico para operar alguma região do corpo em especial. O que existe são alguns profissionais que acabam operando mais vezes determinada região do corpo. Já na cirurgia reparadora, é possível especializar-se em microcirurgia, cirurgia craniofacial, queimados, etc.
 
3. Como saber se a cirurgia plástica é a solução mais adequada?
Só o especialista pode determinar se a cirurgia plástica é a solução mais adequada. A partir de uma conversa com o paciente, é possível descobrir qual a sua expectativa. Às vezes, a indicação é de cirurgia, mas o paciente acha uma intervenção muito radical. Outras, ele chega ao consultório querendo a cirurgia, mas é possível tratar a área apenas com procedimentos menos invasivos.

4. A lipoaspiração é a solução mais adequada para quem quer emagrecer ou melhorar a estética?
A lipoaspiração nunca foi uma cirurgia para emagrecer. A lipoaspiração é uma intervenção que retira gordura localizada em algumas regiões a fim de modelar o contorno corporal.

5. No caso de rejuvenescimento, a partir de que idade é possível se submeter a uma cirurgia plástica?
Não existe uma idade determinada, mas em geral a partir dos 40 anos. Porém, há casos em que é possível detectar flacidez cutânea e rugas antes mesmo dos 40, onde há indicação de cirurgia. Outras vezes, mulheres acima dos 50 anos têm preservadas características de elasticidade da pele em que o lifting não é indicado.

6. Soluções como botox, preenchimentos, peelings, realmente têm um efeito definitivo sobre a pele, ou seja, impedem que a pessoa precise se submeter a uma cirurgia plástica?
Nada, nem a cirurgia plástica, têm um efeito definitivo sobre a pele, já que é impossível parar o envelhecimento. As intervenções não cirúrgicas como botox, preenchimentos e lasers podem ter uma ação isolada ou podem ser complementares à cirurgia plástica, inclusive, ocorrendo ao mesmo tempo em que a cirurgia, como é o caso do enxerto de gordura.

7. Como é o pré-operatório de uma cirurgia plástica?
O pré-operatório difere quanto ao tipo de cirurgia e quanto à história clínica do paciente. Mas, basicamente, são necessários exames de sangue e cardiológicos. No caso do implante mamário, por exemplo, solicita-se uma mamografia.

8. Quais exames que não podem deixar de ser feitos?
Cardíaco e de sangue, como o de coagulação, sódio, potássio, creatinina, ureia. É imprescindível que seja avaliado o histórico clínico de cada paciente.

9. O que o paciente pode esperar do pós-operatório?
Depende do tipo de intervenção, mas, em geral, a cirurgia plástica não provoca dor. No caso dos implantes mamários e de glúteos, por exemplo, o pós-operatório pode ser dolorido e no caso de liftings e da abdominoplastia pode ocorrer a limitação de movimentos.

10. É verdade que o sol é vetado após a cirurgia plástica?
Sim, porque quando há a intervenção cirúrgica, geralmente, ocorre extravasamento de sangue para os tecidos subjacentes e o pigmento das hemáceas, e a globina pode modificar-se com a ação do sol para um pigmento definitivo, a hemossederina.

Fonte: www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2_t2.asp?conteudo_id=8740